30 de abr de 2014

Aumenta o número de acidentes de Trânsito no Maranhão

85% das UTIs são ocupadas por vítimas de acidentes de trânsito

Em quinze anos, foram registradas em torno de meio milhão de mortes nos diversos tipos de acidentes de trânsito no Brasil. Desde 2009, os acidentes com motocicletas superaram em vítimas fatais os atropelamentos, passando a ser a principal causa das mortes no trânsito. As fatalidades sobre duas rodas aumentaram 846,5% entre 1996 e 2010. Predominantemente homens (89%), as principais vítimas são jovens (40% dos óbitos estão na faixa etária de 20 a 29 anos).

“No país, as motocicletas transformaram-se no ponto focal do crescimento da mortalidade nas vias públicas”, define o cientista Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, em sua apresentação do abrangente Mapa da Violência 2012 — os novos padrões da violência homicida no Brasil. O estudo indica que a taxa de mortalidade por acidentes de moto cresceu de 4,8 por 100 mil habitantes para 5,7 por 100 mil habitantes entre 2008 e 2010.

No Maranhão não é diferente. A quantidade de motocicletas nas ruas, aliada à falta de preparo dos condutores e ao desrespeito dos motoristas, faz os números de acidentes crescerem significativamente a cada ano.

A maioria das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) no Estado do Maranhão é ocupada por vítimas de acidentes de trânsito, observa o secretário municipal de Trânsito e Transportes de Imperatriz (Setran), José Ribamar Alves Soares, o cabo J. Ribamar.

Segundo ele, os dados foram repassados pelo secretário de Estado da Segurança do Maranhão, Ricardo Murad, que também acumula a pasta da Saúde. “No país, o registro é de 45 mil mortes/ano de pessoas vítimas de acidente de trânsito, sendo que meio milhão de pessoas sofrem acidentes e ficam lesionadas”, alerta.

Em Imperatriz foram registrados em 2011 mais de 3.600 acidentes de transito, a maioria deles envolvendo motociclistas. O aumento da frota de veículos e a inconsequência dos condutores de veículos são alguns dos fatores responsáveis, explica o secretário. 

Tanto com motocicletas como em outras formas de acidentes, os óbitos no trânsito do país tiveram um crescimento quase constante a partir do ano 2000, mas apresentaram um detalhe importante: praticamente estagnaram nas capitais na primeira metade da década e desde então vêm caindo, enquanto no interior e nas cidades de médio porte as taxas já superam, em muitos casos, as médias estaduais e nacionais.


Com dados de 'Ascom Prefeitura'

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